quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ESCOLA E FAMÍLIA
Foto do projeto de leitura do gelit do primeiro ciclo
RELAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA
Falar em direito à educação é, em primeiro lugar, reconhecer o papel indispensável dos fatores sociais na própria formação do individuo.
Piaget (1988)
No dia vinte e dois de agosto de dois mil e nove tivemos uma palestra, atividade oferecida no terceiro ciclo pela UFBA, com o professor Ivan Farias com o tema Educação, Escola e Família, no qual iniciamos a discussão sobre a origem da palavra família, que veio do latim “famulus”, e que significa escravo domestico, grupo que você está ligado para a vida toda. O termo família está ligado ao parentesco, por laços de sangue, sentimentos, cultura e amor. E dentro da família define seus direitos, obrigações, lealdades e sentimentos.
A primeira educação da criança deve começar no âmbito familiar, e cabe a escola o papel de complementar essa educação. E percebemos que muitos estão deixando a responsabilidade de educar somente com a escola. Porém a escola não deve ser vista para resolver ou reduzir um problema de injustiça social, pois valores e princípios cabem mais a família.
Segundo pesquisas feita pela Revista VEJA Edição, de 05 de agosto traz uma matéria muito importante sobre a participação dos pais no bom desempenho dos ALUNOS NA ESCOLA. “Nada é tão decisivo para um bom rendimento escolar quanto o incentivo dos pais para os estudos”.
A escola tem um papel fundamental na elaboração, execução e divulgação dos bons trabalhos, e, a família e comunidade têm o papel de apoiar esse trabalho em parceria com a escola.
Na palestra o professor nos fez refletir sobre algumas ações que vem acontecendo nas escolas em geral, como:
As reuniões de pais estão se tornando monótona.
A forma de como os pais é recebido nas escolas.
O os pais sabem realmente, sobre o que é escola?
E que, até a metade do século xx, a família e a escola tinham papeis bem definidas. E a partir da metade do século xx, a escola não se preparou para assumir funções diferentes.
A escola precisa reconquistar o espaço publico. E a relação família e escola precisam ser mais reflexivas.
Falar em direito à educação é, em primeiro lugar, reconhecer o papel indispensável dos fatores sociais na própria formação do individuo.
Piaget (1988)
No dia vinte e dois de agosto de dois mil e nove tivemos uma palestra, atividade oferecida no terceiro ciclo pela UFBA, com o professor Ivan Farias com o tema Educação, Escola e Família, no qual iniciamos a discussão sobre a origem da palavra família, que veio do latim “famulus”, e que significa escravo domestico, grupo que você está ligado para a vida toda. O termo família está ligado ao parentesco, por laços de sangue, sentimentos, cultura e amor. E dentro da família define seus direitos, obrigações, lealdades e sentimentos.
A primeira educação da criança deve começar no âmbito familiar, e cabe a escola o papel de complementar essa educação. E percebemos que muitos estão deixando a responsabilidade de educar somente com a escola. Porém a escola não deve ser vista para resolver ou reduzir um problema de injustiça social, pois valores e princípios cabem mais a família.
Segundo pesquisas feita pela Revista VEJA Edição, de 05 de agosto traz uma matéria muito importante sobre a participação dos pais no bom desempenho dos ALUNOS NA ESCOLA. “Nada é tão decisivo para um bom rendimento escolar quanto o incentivo dos pais para os estudos”.
A escola tem um papel fundamental na elaboração, execução e divulgação dos bons trabalhos, e, a família e comunidade têm o papel de apoiar esse trabalho em parceria com a escola.
Na palestra o professor nos fez refletir sobre algumas ações que vem acontecendo nas escolas em geral, como:
As reuniões de pais estão se tornando monótona.
A forma de como os pais é recebido nas escolas.
O os pais sabem realmente, sobre o que é escola?
E que, até a metade do século xx, a família e a escola tinham papeis bem definidas. E a partir da metade do século xx, a escola não se preparou para assumir funções diferentes.
A escola precisa reconquistar o espaço publico. E a relação família e escola precisam ser mais reflexivas.
domingo, 16 de agosto de 2009
INCLUSÃO DIGITAL
De que servirá o LAPTOP se cairmos na mesmice.
Depois de duas aulas com a professora Maria Helena Bonila sobre inclusão digital na qual tivemos a oportunidade de refletirmos sobre as idéias, concepções, ações e projetos implantados pelo governo no país. Contudo, percebi que ainda estamos longe para considerarmos incluidos nesse processo.Sabemos que muitas comunidades conta hoje com os telecentros, e muitas escolas com os infocentros para trabalharmos com os alunos dentro dessa pespequitiva de incluirmos nossos alunos nesse mundo tecnológico.
Embora o tempo de acesso a tecnológia por muitos alunos ainda seja muito restrito pela razão de números de alunos/números de máquinas disponivéis nas escolas. Sem contar que para muitos esse é o único contato que tem com a tecnologia.
Portanto a capacitação de professores é de grande importancia para iniciarmos um trabalho de inclusão digital, mas que não seja restrito somente ao manuseio dos aparelhos, pois precisamos ter a preocupação de que incluir no mundo digital remete a busca da reflexão, da criação, da interação e da inovação como produtores de informação e conhecimento.
Não podemos mais pensar em inclusão digital como simplesmente ter acesso aos recursos tecnologicos.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
FORREST GUMP
Assistir ao filme de Forrest Gump e viajar em um mundo onde a simplicidade superar a malícia e com esforço consegue enfrentar seus problemas individuais e vencer na vida.Vencer, porque ele acreditava no que fazia.
Acredito que devemos ser como Forrest na sala de aula, acreditar no potencial de nossos alunos, no trabalho coletivo e na nossa pratica pedagógica para que possamos melhorar o índice de analfabetos funcionais e de repetência nas escolas, pois quando pensamos que somos capazes de fazer algo podemos quebrar preconceitos e vencer nossas dificuldades Um filme, que também nos mostra uma lição de vida e que deixa claro que, com a pureza e a naturalidade é muito mais fácil vencer na vida.
Assim como sua mãe era referencial para ele, nós somos referenciais para nossos alunos.
VIDAS SECAS
O filme Vidas Secas nos mostra também as dificuldades de uma família de retirantes que saem em busca de meios de sobrevivência, e que ao atravessar o sertão são castigados pela seca, pelo sol quente, pela fome, pela sede e pelo cansaço, mas a determinação de Fabiano e Sinhá Vitória em encontrar um lugar para ficarem foi o fez deles vencedores.Quando fiz um paralelo entre os filme de Forrest e Vidas Secas me fez refletir em alguns alunos que passam por tantas dificuldades financeiras e emocionais, e que muitos deles estão lá, tentando vencer essas dificuldades com sua simplicidade e naturalidade e esperando de nós professores o apoio que eles precisam, de nunca desistir deles.
terça-feira, 30 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
RELATÓRIO DA ATIVIDADE DE ALFABETIZAÇÃO
ESTUDO REALIZADO SOBRE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA/LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
INTRODUÇAO:
O ato de escrever propicia a discussão interior, a interlocução, mesmo na ausência, a organização e solidificação do pensamento. Ao elaborarmos a reflexão escrita nos dão conta do que já sabemos e do que nos falta conhecer. (SME, 1989:12)
No processo inicial da alfabetização a criança esta construindo suas primeiras hipóteses de escrita e leitura. Essa aprendizagem não se realiza da mesma forma para todos os alunos, para a criança a aprendizagem da escrita não e uma tarefa fácil, pois requer um processo de construção do pensamento por isso é importante criar momentos na nossa rotina de sala de aula em que os alunos possam escrever sozinhos e em duplas possibilitando discussões que é de fundamental importância para o desenvolvimento da aprendizagem. Segundo Emilia Ferreira
A criança aprende a ler e escrever porque é desafiada a confrontar suas hipóteses sobre leitura e escrita com outras possibilidades que serão oferecidas pelo professor. As pesquisas de Emilia Ferreira e Ana Teberosky apontam para as hipóteses que as crianças constroem neste processo. FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana (1999).
Portanto é preciso saber quais são os conhecimentos que a criança tem, naquele momento, sobre o processo de construção da leitura e da escrita, para iniciar o trabalho de alfabetização. Ao aplicar a atividade de leitura e escrita com a turma pensamos nos seguintes objetivos:
· Colocar em ação diferentes estratégias de literatura e escrita;
· Confrontar as idéias, levando assim a construção do pensamento entre as duplas;
· Fazer o ajuste do falado ao que esta escrita levando em consideração o conhecimento que possuem sobre o sistema da escrita.
Esta atividade de alfabetização com a professora Giovana Cristina Zen foi realizada na turma da professora Têiles Beatriz Meira de Freitas, na Escola Municipal Luiz Viana Filho, com o grupo 7A, a mesma é composta por vinte e oito alunos, sendo sete alunos na hipótese pré-silábica, cinco silábicos sem valor sonoro, seis silábicos com valor sonoro, quatro silábicos alfabéticos e seis alfabéticos iniciais.
Nessa atividade foi trabalhada como conteúdo na sala de aula a montagem de uma parlenda já conhecida de memória pelos alunos, “Rei Capitão” para analisar a hipótese de escrita e leitura da turma.
Primeiro fizemos uma avaliação diagnostica com todos os alunos para analisar as hipóteses e assim fazermos os agrupamentos levando em conta as hipóteses de escrita para podermos aplicar a atividade na sala.
3. PLANEJAMENTO:
Depois de analisarmos cada amostra dos alunos, elaboramos um planejamento para aplicarmos na sala as três propostas diferenciadas sugerida pela professora Giovana com a mesma parlenda, fazendo com que os alunos possam:
OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO:
Fazer com que os alunos coloquem em ação diferentes estratégias de leitura e escrita a partir dos desafios propostos;
Confrontar as idéias, levando assim a construção do pensamento entre as duplas;
Fazer os ajustes do falado com o que esta escrita levando em consideração o conhecimento que possuem sobre o sistema da escrita;
CONTEÚDO DA ATIVIDADE:
Leitura e escrita de um texto conhecido de memória, “parlenda”;
Oralidade;
MATERIAL UTILIZADO:
Papel metro;
Letras movem;
Cartolina para fazer os cartões das palavras;
Fita adesiva;
METODOLOGIA:
Antes de aplicarmos a atividade, foi trabalhado durante alguns dias três parlenda com a turma para que eles memorizassem. Dois dias antes de aplicarmos a atividade pedir que eles escolhessem uma para trabalharmos na sala, e expliquei que se tratava de uma atividade da faculdade, e precisávamos fazer a montagem de uma das parlendas com eles, e naquele momento estaria na sala mais dois professores para aplicarmos a atividade. Por julgar menor e por terem tido uma maior facilidade em memorizá-la escolheram Rei Capitão.
O planejamento foi baseado nas três propostas apresentada pela professora, onde estaremos apresentando a atividade e explicando a consigna para as duplas. Fizemos os agrupamentos levando em consideração as hipóteses de escrita na qual cada um se encontrava. E montamos os agrupamentos da seguinte forma:
VEJA OS AGRUPAMENTOS ABAIXO:
PRIMEIRA PROPOSTA:
Pré- silábico (Lucas Pinheiro) e silábico com valor sonoro (Diogo)
Silábica sem valor sonoro (Daniela) e silábico com valor sonoro (Fabricia)
SEGUNDA PROPOSTA:
Alfabético inicial (Micaela) e alfabético inicial (Heric)
Alfabético inicial (Lucas Lopes) e alfabético inicial (Milene)
TERCEIRA PROPOSTA:
Silábico alfabético (Lucas Conceição) e alfabético inicial (Kenedy)
Silábico alfabético (Ian) e silábico com valor sonoro (Carolina)
Silábico com valor sonoro (Keven) e silábico sem valor sonoro (Vitória)
4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:
Primeiro separamos as duplas e expliquei que iríamos para a sala da professora Núbia por que nas mesas eles teriam melhor apoio no momento da montagem e que as cadeiras não seriam adequadas para realizar essa atividade. Colocamos em cada mesa uma dupla, depois a professora Núbia explicou como seria feita a atividade, deixando claro para todos que um iria precisar do outro para resolver juntos os desafios que poderiam encontrar.
Ela explicou para os alunos que ficaram com a primeira proposta que a parlenda estava toda dividida em palavras, e que não sobrava nenhuma, pois todas pertenciam a parlenda.
Ao montar parlenda Lucas pegou a palavra rei, e quando a professora perguntou ele afirmou com muita segurança justificando que rei começava com R. porem no momento de pegar a palavra capitão eles entraram em conflito porque Lucas afirmava que não tinha a palavra capitão, e quando a professora questionou, ele respondeu que capitão começava com Q. quando a professora perguntou:
- o que o Diogo achava, ele também concordou.
Então a professora mostrou para eles algumas palavras que iniciava da mesma forma de capitão e explicando que a letra C, tem som de Q quando inicia as palavras e diante das vogais A, O e U. Diante da explicação o Diogo que já tinha valor sonoro descobriu qual era a palavra capitão.
Para os alunos da segunda proposta foi explicado que ali tinha todas as letras da parlenda e que deveriam usar todas as letras ali disponíveis, pois não poderiam sobrar letras.
Ao montar a parlenda achei muito interessante quando Lucas Lopes montou a palavra capitão perguntou:
- Posso colocar o til em cima do A?
- Por quê? E ele respondeu:
- Porque aqui tem ão, então tem que colocar o til. E permitir que ele colocasse o acento
Outro confronto foi na palavra moça, por causa da cedilha. Os dois entraram em conflito, Milene saiu e foi pegar a letra S para coloca na palavra moça, e disse que todas as letras da parlenda estavam ali e como não tinha a letra S isto significa que moça não tem S. Foi quando questionei a Lucas:
- o que você acha?
E Lucas colocou a letra C, de imediata Milene disse que ficava CA.
E Lucas, mas se não tem o S.
Então disse para eles que a palavra carroça erra escrita com a letra, mas ela vinha com uma cedilha embaixo do C para dar o som de S. De imediato eles descobriram que teria que colocar o C, mas estava faltando a cedilha, então Lucas pegou uma caneta e colocou.
Para as duplas da terceira proposta, foi dito que eles teriam muitas letras para utilizar a vontade e assim poder escrever a parlenda, porém cada aluno teria que colocar uma letra e dizer por que estava colocando aquela, depois passar a vez para o colega.
Nessa dupla, o que foi observado foram quais letras eles pegavam e se conseguia justifica o que pegava. Eles entraram em conflito ao escrever a parlenda porque keven tem uma maior dificuldade em pronunciar a parlenda e Vitória não tem quando Vitória estava em rei capitão, keven já estava no final da parlenda e ela reclamou:
- não agora é moça bonita, então, ele pegou e colocou as letras MCA, para a palavra moça e ela colocou OIA, para escrever bonita foi quando pedir para que os dois lessem e keven disse que faltava a letra B e T. Perguntei:
-por que estava faltando?
-ele respondeu:
-que bo, era B e O e ta, era T e A..
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ao desenvolver a atividade proposta em sala de aula observamos o quanto ofereceu aos alunos oportunidade de melhorar seus conhecimentos lingüísticos. E nas diferentes situações de fala, de escuta, de escrita e de leitura, é que percebemos a busca do pensamento por parte dos alunos para resolver os desafios. De forma que os alunos passa a construir seus próprios saberes e aprendendo a aplicá-los em outros contextos.
Com tudo é de fundamental importância que o professor organize suas intervenções de modo que venham possibilitar aos alunos leitura e escrita com reflexão para resolver cada desafio encontrado, valorizando os saberes de cada aluno, tornando assim um mediador da aprendizagem.
Sabemos que é preciso respeitar o momento de aprendizagem de cada criança e que alfabetizar não é apenas copiar ou decifrar palavras. Alfabetização é um processo continuo da construção do conhecimento. Seguem anexas fotos da atividade. (Anexo único).
REFERÊNCIAS:
FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre, Artemed, 1999.
INTRODUÇAO:
O ato de escrever propicia a discussão interior, a interlocução, mesmo na ausência, a organização e solidificação do pensamento. Ao elaborarmos a reflexão escrita nos dão conta do que já sabemos e do que nos falta conhecer. (SME, 1989:12)
No processo inicial da alfabetização a criança esta construindo suas primeiras hipóteses de escrita e leitura. Essa aprendizagem não se realiza da mesma forma para todos os alunos, para a criança a aprendizagem da escrita não e uma tarefa fácil, pois requer um processo de construção do pensamento por isso é importante criar momentos na nossa rotina de sala de aula em que os alunos possam escrever sozinhos e em duplas possibilitando discussões que é de fundamental importância para o desenvolvimento da aprendizagem. Segundo Emilia Ferreira
A criança aprende a ler e escrever porque é desafiada a confrontar suas hipóteses sobre leitura e escrita com outras possibilidades que serão oferecidas pelo professor. As pesquisas de Emilia Ferreira e Ana Teberosky apontam para as hipóteses que as crianças constroem neste processo. FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana (1999).
Portanto é preciso saber quais são os conhecimentos que a criança tem, naquele momento, sobre o processo de construção da leitura e da escrita, para iniciar o trabalho de alfabetização. Ao aplicar a atividade de leitura e escrita com a turma pensamos nos seguintes objetivos:
· Colocar em ação diferentes estratégias de literatura e escrita;
· Confrontar as idéias, levando assim a construção do pensamento entre as duplas;
· Fazer o ajuste do falado ao que esta escrita levando em consideração o conhecimento que possuem sobre o sistema da escrita.
Esta atividade de alfabetização com a professora Giovana Cristina Zen foi realizada na turma da professora Têiles Beatriz Meira de Freitas, na Escola Municipal Luiz Viana Filho, com o grupo 7A, a mesma é composta por vinte e oito alunos, sendo sete alunos na hipótese pré-silábica, cinco silábicos sem valor sonoro, seis silábicos com valor sonoro, quatro silábicos alfabéticos e seis alfabéticos iniciais.
Nessa atividade foi trabalhada como conteúdo na sala de aula a montagem de uma parlenda já conhecida de memória pelos alunos, “Rei Capitão” para analisar a hipótese de escrita e leitura da turma.
Primeiro fizemos uma avaliação diagnostica com todos os alunos para analisar as hipóteses e assim fazermos os agrupamentos levando em conta as hipóteses de escrita para podermos aplicar a atividade na sala.
3. PLANEJAMENTO:
Depois de analisarmos cada amostra dos alunos, elaboramos um planejamento para aplicarmos na sala as três propostas diferenciadas sugerida pela professora Giovana com a mesma parlenda, fazendo com que os alunos possam:
OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO:
Fazer com que os alunos coloquem em ação diferentes estratégias de leitura e escrita a partir dos desafios propostos;
Confrontar as idéias, levando assim a construção do pensamento entre as duplas;
Fazer os ajustes do falado com o que esta escrita levando em consideração o conhecimento que possuem sobre o sistema da escrita;
CONTEÚDO DA ATIVIDADE:
Leitura e escrita de um texto conhecido de memória, “parlenda”;
Oralidade;
MATERIAL UTILIZADO:
Papel metro;
Letras movem;
Cartolina para fazer os cartões das palavras;
Fita adesiva;
METODOLOGIA:
Antes de aplicarmos a atividade, foi trabalhado durante alguns dias três parlenda com a turma para que eles memorizassem. Dois dias antes de aplicarmos a atividade pedir que eles escolhessem uma para trabalharmos na sala, e expliquei que se tratava de uma atividade da faculdade, e precisávamos fazer a montagem de uma das parlendas com eles, e naquele momento estaria na sala mais dois professores para aplicarmos a atividade. Por julgar menor e por terem tido uma maior facilidade em memorizá-la escolheram Rei Capitão.
O planejamento foi baseado nas três propostas apresentada pela professora, onde estaremos apresentando a atividade e explicando a consigna para as duplas. Fizemos os agrupamentos levando em consideração as hipóteses de escrita na qual cada um se encontrava. E montamos os agrupamentos da seguinte forma:
VEJA OS AGRUPAMENTOS ABAIXO:
PRIMEIRA PROPOSTA:
Pré- silábico (Lucas Pinheiro) e silábico com valor sonoro (Diogo)
Silábica sem valor sonoro (Daniela) e silábico com valor sonoro (Fabricia)
SEGUNDA PROPOSTA:
Alfabético inicial (Micaela) e alfabético inicial (Heric)
Alfabético inicial (Lucas Lopes) e alfabético inicial (Milene)
TERCEIRA PROPOSTA:
Silábico alfabético (Lucas Conceição) e alfabético inicial (Kenedy)
Silábico alfabético (Ian) e silábico com valor sonoro (Carolina)
Silábico com valor sonoro (Keven) e silábico sem valor sonoro (Vitória)
4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:
Primeiro separamos as duplas e expliquei que iríamos para a sala da professora Núbia por que nas mesas eles teriam melhor apoio no momento da montagem e que as cadeiras não seriam adequadas para realizar essa atividade. Colocamos em cada mesa uma dupla, depois a professora Núbia explicou como seria feita a atividade, deixando claro para todos que um iria precisar do outro para resolver juntos os desafios que poderiam encontrar.
Ela explicou para os alunos que ficaram com a primeira proposta que a parlenda estava toda dividida em palavras, e que não sobrava nenhuma, pois todas pertenciam a parlenda.
Ao montar parlenda Lucas pegou a palavra rei, e quando a professora perguntou ele afirmou com muita segurança justificando que rei começava com R. porem no momento de pegar a palavra capitão eles entraram em conflito porque Lucas afirmava que não tinha a palavra capitão, e quando a professora questionou, ele respondeu que capitão começava com Q. quando a professora perguntou:
- o que o Diogo achava, ele também concordou.
Então a professora mostrou para eles algumas palavras que iniciava da mesma forma de capitão e explicando que a letra C, tem som de Q quando inicia as palavras e diante das vogais A, O e U. Diante da explicação o Diogo que já tinha valor sonoro descobriu qual era a palavra capitão.
Para os alunos da segunda proposta foi explicado que ali tinha todas as letras da parlenda e que deveriam usar todas as letras ali disponíveis, pois não poderiam sobrar letras.
Ao montar a parlenda achei muito interessante quando Lucas Lopes montou a palavra capitão perguntou:
- Posso colocar o til em cima do A?
- Por quê? E ele respondeu:
- Porque aqui tem ão, então tem que colocar o til. E permitir que ele colocasse o acento
Outro confronto foi na palavra moça, por causa da cedilha. Os dois entraram em conflito, Milene saiu e foi pegar a letra S para coloca na palavra moça, e disse que todas as letras da parlenda estavam ali e como não tinha a letra S isto significa que moça não tem S. Foi quando questionei a Lucas:
- o que você acha?
E Lucas colocou a letra C, de imediata Milene disse que ficava CA.
E Lucas, mas se não tem o S.
Então disse para eles que a palavra carroça erra escrita com a letra, mas ela vinha com uma cedilha embaixo do C para dar o som de S. De imediato eles descobriram que teria que colocar o C, mas estava faltando a cedilha, então Lucas pegou uma caneta e colocou.
Para as duplas da terceira proposta, foi dito que eles teriam muitas letras para utilizar a vontade e assim poder escrever a parlenda, porém cada aluno teria que colocar uma letra e dizer por que estava colocando aquela, depois passar a vez para o colega.
Nessa dupla, o que foi observado foram quais letras eles pegavam e se conseguia justifica o que pegava. Eles entraram em conflito ao escrever a parlenda porque keven tem uma maior dificuldade em pronunciar a parlenda e Vitória não tem quando Vitória estava em rei capitão, keven já estava no final da parlenda e ela reclamou:
- não agora é moça bonita, então, ele pegou e colocou as letras MCA, para a palavra moça e ela colocou OIA, para escrever bonita foi quando pedir para que os dois lessem e keven disse que faltava a letra B e T. Perguntei:
-por que estava faltando?
-ele respondeu:
-que bo, era B e O e ta, era T e A..
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ao desenvolver a atividade proposta em sala de aula observamos o quanto ofereceu aos alunos oportunidade de melhorar seus conhecimentos lingüísticos. E nas diferentes situações de fala, de escuta, de escrita e de leitura, é que percebemos a busca do pensamento por parte dos alunos para resolver os desafios. De forma que os alunos passa a construir seus próprios saberes e aprendendo a aplicá-los em outros contextos.
Com tudo é de fundamental importância que o professor organize suas intervenções de modo que venham possibilitar aos alunos leitura e escrita com reflexão para resolver cada desafio encontrado, valorizando os saberes de cada aluno, tornando assim um mediador da aprendizagem.
Sabemos que é preciso respeitar o momento de aprendizagem de cada criança e que alfabetizar não é apenas copiar ou decifrar palavras. Alfabetização é um processo continuo da construção do conhecimento. Seguem anexas fotos da atividade. (Anexo único).
REFERÊNCIAS:
FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre, Artemed, 1999.
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